terça-feira, 17 de abril de 2012

Nota mental 22.


Faz tempo que eu não escrevo, nem sei por onde começar.
Eu poderia para e dizer: “Vamos começar pelo começo!”
Daí surge à pergunta: Onde é o começo, quando começou?
Pergunta sem resposta. Eu não sei onde começou. Eu não sei porque começou.
Na verdade eu nem sei direito se começou, pra ser sincero.
É tudo muito estranho. Estranhamente parecido, comum, peculiar. Estranhamente diferente, distante, longínquo.
Dois, três, quatro mundos. Quatro coisas. Quatro diversões. Quatro sofrimentos. Quatro sentimentos. Tudo girando em torno do meu abismal umbigo.
Egocentrismo? Altruísmo? Narcisismo? Pode ser que sim, mas to pouco me cagando para isso agora, além do mais, são sementes que eu plantei, semeie e não cuidei como deveria ou gostaria. Apesar da falta de cuidado, algumas sempre rendem bons frutos, outras não. Frutos que se apodrecem, frutos que ainda nem estão maduros, outros maduros demais, mais que ainda cultivam seu sabor. Frutos espalhados pelo mundo, internacionais.
AAAAHHH esse sim seria um bom fruto, bendito é o fruto. Pena que a distância fez direitinho seu papel maléfico, ceifador e tratou de transformar o doce em impalpável, não posso nem dizer que em amargo, pois desse fruto eu não provei.
Essa é a minha arvore. Isso é o que eu escolhi.
O problema é que as minhas estações mudam tão rápido quando... alguma coisa que muda muito rápido. Talvez tão rápido quando o meu humor... é meu humor serve como exemplo.
Palavras soltas ao vento, perdidas em pensamentos, caladas!
A única coisa que eu quero é que minha voz seja sempre suave, apesar da minha língua ácida.

Daí eu paro e penso: Apenas lamentações? Choro?
Não, não. Claro que não. Pelo contrário. Eu me orgulho dos meus frutos, do que plantei. Aprendi, vivi, inventei, reinventei.
Minha primavera. Que venha o outono, mesmo que seja sem avisar. Já te saquei, sei como o Senhor das folhas ao chão e arvores secas gosta de trabalhar.
Até porque, mesmo que eu tenha muito pouco, isso ainda é o bastante.
Então, que o tempo faça o seu pior, se nada mais o fizer.
(...)

De resto, indo como deve ir, talvez melhor que isso, indo bem.
Aquisições sonhadas mais próximas.

Ademais, eu só sou uma criança, nascida faz tempo.

Postscriptum:Feliz natal e prospero ano novo!
Feliz páscoa!
Feliz dia de mais alguma coisa que não faço muita questão de lembrar, mais caso se encaixe em alguma dessas datas “importantes”, fique a vontade em se sentir felicitado.
Enfim...

Vamos ao que me acalenta:

“Você costumava sentir-se como a chuva
São as palavras mais tristes que você jamais poderia dizer
Mas eu sei que você lembra daquele dia
E das palavras mais lindas que eu jamais poderia ter dito
E das palavras mais lindas que eu jamais poderia ter dito”

Rush – Good news first.

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